Bottlenose dolphin | Golfinho roaz – Tursiops truncatus

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Scientific Name: Tursiops truncatus (Montagu, 1821).


Common Name (UK, FR, PT, ES, DE): Common bottlenose dolphin. Grand dauphin. Golfinho-roaz. Delfín mular. Hochcöplige tümmler. (Jefferson et al. 2015).


Short Species description: This cetacean belongs to the suborder of toothed whales (Odontoceti). This species is one of the best known as they are held captive around the world and appear on television and advertisements. Bottlenose dolphins have large dimensions and a relatively robust body. Calves are born with 1-1.3 m while adult length range from 1.9-3.8 m and have a maximum weight of 650 kg. Males are usually slightly larger than females. The color pattern of this dolphin is very widespread and differs from light gray to almost black on the sides and back. (Jefferson et al. 2015).


These dolphins feed mainly on fish and squid but can also eat shrimps and other crustaceans. Have maximum longevity of 50 years for females and 45 years for males. (Jefferson et al. 2015).


Population status: Least Concern (overall species) by IUCN status. (Jefferson et al. 2015). Worldwide, there is a rough guesstimate of at least 600,000 bottlenose dolphins (Carwardine, 2019).


Occurrence in the Azores (including season): Resident in the Azores and are usually sighted in coastal areas near the islands. They can be observed interacting with the boats especially performing bow-riding. These dolphins may associate with individuals of different species as the common dolphin (Delphinus delphis), the striped dolphin (Stenella coeruleoalba) and the Atlantic spotted dolphin (Stenella frontalis). (Quérouil et al. 2008, Seabra et al. 2005, Jefferson et al. 2015).


Habitat Use: Mostly coastal areas and continental shelf waters but can also be found offshore. They are distributed in tropical and temperate areas of the world. In the Azores, they tend to be found at depths less than 750 m. (Seabra et al. 2005, Jefferson et al. 2015).


Acoustics: They make clicks to determine the shape and location of adjacent elements, such as potential prey. Bottlenose dolphins also use sounds to communicate like whistles, squeaks and sounds made by body language. The whistles are narrow-band sounds and, in this species, its frequency spectrum varies between 0.8-28.5 kHz. (Gridley et al. 2015, Au et al. 1993).


Pod Size: Usually they are associated in small groups with less than 20 individuals, however, in some deeper areas large pods of several hundred can be observed. (Jefferson et al. 2015).


Typical Behaviour: They are very active animals especially when they feed and socialize. These dolphins usually perform aerial behaviors such as leaping, tail slapping and sometimes they ride in the waves caused by large whales. The pods are formed by gender, age, family bond and reproductive condition. (Augusto, Rachinas-Lopes & dos Santos, 2011, Jefferson et al. 2015).


Conservation: This species is hunted in many countries, like Peru, Japan, the Caribbean, Sri Lanka and Indonesia. They can be hunted for meat, shark bait or, since they are highly adaptable, to display in aquariums. It is the most hunted species with the purpose to be held in captivity. The main countries that contribute to this are Japan, Russia and United States. In their natural habitat, they suffer from bycatch, habitat degradation and pollution (Carwardine, 2019).


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Nome científico: Tursiops truncatus (Montagu, 1821).


Nome comum (UK, FR, PT, ES, DE): Common bottlenose dolphin. Grand dauphin. Golfinho-roaz. Delfín mular. Hochcöplige tümmler. (Jefferson et al. 2015).


Breve descrição da espécie: Esta espécie pertence à subordem dos odontocetos. É a espécie mais conhecida e mais estudada no mundo, sendo que é a principal espécie que existe em cativeiro e é a espécie usada em filmes. São animais de grande porte, com corpo robusto chegando quase aos 4m de comprimento e podem pesar até 600kg. As crias nascém com 1-1.3m, com peso entre 15 a 25kg. Os machos tendem a ser um pouco maiores que as fêmeas. O padrão de coloração deste animal pode ter algumas variações, podendo ir de cinzento claro até cinzento escuro. A parte ventral é sempre branca (Jefferson et al. 2015).


Os roazes alimentam-se principalmente de peixe e lula, mas podem também alimentar-se de alguns crustáceos. A sua longevidade vai até aos 50 anos, sendo que o rácio de machos que atinge esta idade é menor do que nas fêmeas (Jefferson et al. 2015).


Estado da população: Pouco preocupante pela IUCN. (Jefferson et al. 2015). A nível mundial é estimado que existam pelo menos 600,000 golfinhos roazes (Carwardine, 2019).


Ocorrência nos Açores: Residente nos Açores e são, normalmente, avistados em áreas costeiras perto das ilhas. Podem ser observados a interagir com as embarcações, especialmente com o comportamento de navegarem à proa. Podem associar-se com outras espécies como o golfinho comum, o golfinho riscado e os golfinhos pintados.(Quérouil et al. 2008, Seabra et al. 2005, Jefferson et al. 2015).


Habitat: Principalmente áreas costeiras e zonas na plataforma continental, mas podem também ser encontrados em águas abertas. Têm uma distribuição mundial, podendo ser encontrados em zonas tropicais e temperadas. Nos Açores tendem a ser encontrados em zonas com profundidades inferiores a 750m.


Acústica: Todos os animais que pertencem à subordem odontocetos, produzem clicks para determinar o formato e a localização de elementos, como por exemplo presas. O som, como a produção de assobios, também é utilizado para comunicação entre indivíduos. Nesta espécie a frequência dos seus assobios varia entre 0.8-28.5 kHz. (Gridley et al. 2015, Au et al. 1993).


Tamanho do grupo: Normalmente são avistados em grupos pequenos, com menos de 20 animais, contudo em áreas de maior profundidade são formados grupos maiores com centenas de animais. (Jefferson et al. 2015).


Comportamento característico: São animais bastante ativos, especialmente em alimentação e socialização. É frequente observar comportamentos aéreos, como saltos e batimentos caudais. A composição dos grupos é influenciada pelo sexo, idade, ligações familiares e condição reprodutora (Augusto, Rachinas-Lopes & dos Santos, 2011, Jefferson et al. 2015).


Conservação: Esta espécie é caçada em vários países como Perú, Japão, Caraíbas, Sri Lanka e Indonésia. Podem ser caçados para carne, isco de tubarão e cativeiro. É a espécie mais caçada para ser mantida em cativeiro. Os principais países que contribuem para este facto são o Japão, Rússia e Estados Unidos. No seu habitat natural enfrentam ameaças como bycatch, degradação de habitat e poluição (Carwardine, 2019).



References | Referências

Augusto, J.F., Rachinas-Lopes, P. & dos Santos, M.E. (2011). Social structure of the declining resident community of common bottlenose dolphins in the Sado Estuary, Portugal. Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom 92, pp. 1773–1782. doi:10.1017/s002531541100088.


Au, W.W.L (1993). The sonar of Dolphins. Springer-Verlag New York. ISBN 978-1-4612-4356-4.


Carwardine, M. (2019). Bottlenose dolphin. Handbook of Whales, Dolphins and Porpoises of the world, pp.404-409. Princeton University Press. Bloomsbury Publishing Plc


Gridley, T., Nastasi, A., Kriesell, H.J. & Elwen, S.H. (2015) The acoustic repertoire of wild common bottlenose dolphins (Tursiops truncatus) in Walvis Bay, Namibia. Bioacoustics 24, pp. 153-174, doi: 10.1080/09524622.2015.1014851.


Jefferson, T.A., Webber, M.A., Pitman, R.L. (2015). Marine Mammals of the World; A Comprehensive Guide of Their Identification. 2nd edition. London: El Sevier.


Quérouil, S., Silva, M.A., Cascao, I., Magalhaes, S., Seabra, M.I., Machete, M.A. & Santos, R.S. (2008). Why do dolphins form mixed-species associations in the Azores? Ethology 114, pp. 1183-1194.


Seabra, M.I., Silva, M.A., Magalhães, S., Prieto, R., August, P., Vigness-Raposa, K., Lafon, V. & Santos, R.S. (2005) Distribution and habitat preferences of bottlenose dolphins and sperm whales with respect to physiographic and oceanographic factors in the waters around the Azores. Proceedings of the 19th Annual Conference of the European Cetacean Society. La Rochelle, France, pp. 105.

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